Fontes de risco operacional é o conjunto de causas, eventos, efeitos ou detalhes que materializam o risco operacional.
Diversas podem ser estas fontes de risco operacional, como pessoas, fraudes externas, roubos, obrigações e muito mais. Desta forma, o SISTEMA receberá, como dados para o cálculo avançado deste risco, todas as fontes configuradas na árvore de fontes de risco.
Uma vez configurada esta árvore, ela será utilizada desde á validação de alimentação até ao modelamento matemático de cada uma destas fontes, mantendo toda a lógica de hierarquia da árvore.
A árvore de risco operacional pertence a um subdomínio e é utilizada por todos os seus subdomínios “filhos”. Desta forma, apenas o domínio principal e subdomínios exclusivos possuem esta configuração. Subdomínios “filhos” utilizam a parametrização do subdomínio pai.
A árvore de fontes representa a parametrização da estrutura de fontes de risco e sua hierarquia.
Como árvore entende-se a listagem das fontes e o agrupamento destas fontes.
| Configuração | Fonte | Valor | Descrição |
|---|---|---|---|
| 0 | Código do fator | STRING (50) | Identificador da fonte de risco operacional. Pode ser um agrupamento. Deve corresponder ao código interno utilizado pela instituição. Não pode conter o caractere “;”. O tamanho máximo é 50. |
| 1 | válido | 0 ou 1 | Indica se o fator é válido para alimentação. Normalmente, agrupadores não são válidos. |
| 2 | nível | # | Nível da fonte. Indica a relevância da fonte na estrutura de risco operacional. |
| 3 | pai | STRING (50) | Identificador do fator hierarquicamente superior. Pode ser nulo. |
Observação: Todos os fatores válidos serão utilizados na validação da alimentação, bem como utilizados nos cálculos para um subdomínio. Subdomínios filhos arrastarão estas configurações do subdomínio na sua hierarquia superior que as possua.
Dentre as metodologias de cálculos utilizadas, está a análise fatorial. Esta análise será descrita posteriormente na metodologia de cálculos. Cabe, aqui, mencionar a que se destinam.
O conjunto de fatores compõe uma das metodologias de análise de risco operacional, a Metodologia Causal. Para o seu cálculo, no entanto, é importante a alimentação do histórico deste fatores. Ou seja, para cada fator configurado como válido, é de se esperar uma contrapartida de uma série de informações do seu valor.
É possível configurar alimentar vários fatores, porém não é esperado que este número supere 5 fatores quando de sua utilização no modelo dentro de um cenário.
A alimentação de um fator, apesar de ser realizada quando num cenário, não pertence ao cenário, mas ao fator em si, pois os cenários do modelo causal são meramente agrupadores de fatores participantes da análise.
O modelo causal decorrente da análise fatorial permite a inclusão de dados simulados nas análises de risco operacional, tornando a previsão de perdas mais robusta.
Os mesmo fatores componentes da análise fatorial são utilizados no estabelecimentos do ICR ou Indicadores Chaves de Risco.
Todos os fatores perpetuam seus valores ao dia até que novo valor seja alimentado.
A alimentação de fontes para um subdomínio é validada pela árvore de fontes do seu subdomínio hierarquicamente superior mais alto, que é o único que pode realizar tal configuração.
O formato das fontes deve seguir em arquivo padronizado conforme o layout:
Layout:
| Ordem do campo | Função | Valor | Descrição |
|---|---|---|---|
| 0 | fonte | STRING(50) | Deve corresponder a uma das fontes válidas configuradas para o subdomínio em questão. |
| 1 | Linha de negócio | v, fc, nv, c, pl, saf, aa, cv ou o | Deve corresponder a uma das linhas de negócio pré-definidas no SISTEMA. |
| 2 | data_evento | DATE (yyyy-mm-aa) | Data de geração do evento ou data de identificação da origem do evento. |
| 3 | data_efetiva | DATE (yyyy-mm-aa) | Data efetiva de dispêndio em função do evento. Esta é a data de referência do fluxo que representa o risco propriamente dito. Valor não-nulo. |
| 4 | data_recuperacao | DATE (yyyy-mm-aa) | Data de recuperação de algum valor. Caso não haja recuperação, pode ser informada data do evento ou a data efetiva. Valor não-nulo. |
| 5 | valor do evento em R$ | + 0,0000 | Valor do evento gerador de risco operacional. Deve ser um valor positivo. |
| 6 | valor efetivo do evento em R$ | + 0,0000 | Valor efetivamente perdido em função da fonte. Este é o valor que representa efetivamente o risco operacional. Deve ser um número positivo. |
| 7 | valor recuperado em R$ | + 0,0000 | Valor recuperado pelo evento, seja via seguro ou outra forma de recuperação. Este fator não precisa ter relação direta com os valores anteriores. Deve ser um número positivo. |
| 8 | reservado | STRING (100) | Opcional. Reservado para uso de detalhes pela instituição. |
| 9 | reservado | STRING (100) | Opcional. Reservado para uso de detalhes pela instituição. |
A alimentação de fontes é mensal, apesar da data informada se referir à data do evento propriamente dito. Caso um evento passado seja reavaliado futuramente, deverá haver um lançamento, no futuro, que o complemente.
A interface do SISTEMA permite realizar a inclusão ou alteração de dados sem a necessidade de uma nova alimentação. Isto porém, não evitará o impacto da alteração dos dados sobre os reportes já gerados, além de permitir cálculos para um mês logo após a primeira inserção.
A estrutura de subdomínios aliada a estrutura de alimentação de dados permite a inclusão de dados e fontes externas para a avaliação global do risco da instituição, conforme a orientação do Acordo de Bailéia II.